Quando vi o goleiro Rogério Ceni babar dizendo que para conquistar o mundo era preciso atravessá-lo e o seu Presidente esnobar dizendo que o Estádio do Morumbi era a maravilha n’1 do mundo, eu disse: bobagem. Quem é, de verdade, não precisa dizer que é. Os outros se encarregam disso. Bobagem típica de quem é carente por muiiiitos holofotes. Coisas de meninos mimados que precisam fazer birra para chamar a atenção de alguem.
É normal ter orgulho de alguma coisa nossa e é até compreensivo ter uma pontinha de inveja de alguém. O que não é normal é escancarar isso e demonstrar a todo mundo que está morrendo de inveja. Mesmo sendo eles de um time considerado da “elite’ e todos os holofotes estarem virados para outro time, até mesmo quando esse time passeava pela segundona.
Pois não é que parece que esses sentimentos de carência estão rondando os lados do Morumbi de novo? Ou será que nunca deixaram de rondar?
Ter necessariamente que fazer a abertura ou a final da Copa 2014 é outra bobagem. Se for o escolhido para fazer isso ou aquilo naturalmente, tudo bém, ótimo. Vamos procurar fazer da melhor maneira possível. Se outro estádio for o escolhido, bom também. Vamos dar o maior apoio. Afinal somos todos brasileiros, somos todos co-irmãos. Ou não somos?
O São Paulo é grande demais e tem uma enorme e linda torcida. Mas ele só é tão grande assim porque tem muitos clubes brasileiros que são tão grandes e tão fortes quanto ele. E como ele, um dia estão por cima, nas estrelas e noutro, ralando e comendo grama. Nada mais normal. Como tudo na vida. E se existe um desejo, mesmo oculto, do Rogério de defender o Corinthians, isso ainda pode acontecer um dia. Como jogador, como treinador ou até mesmo como dirigente remunerado. Com essa onda de dirigentes remunerados até o hoje Presidente do São Paulo pode estar dirigindo outro clube amanhã. Impossível? Quem viver verá.
Por
Eduardo Martins
BLOG: eduardobrinquedos.blog.terra.com.br
DA SÃO CARLOS QUE TEMOS PARA A SÃO CARLOS QUE QUEREMOS
Há mais de 10 anos participamos ativamente da caminhada de São Carlos e nesse percurso notamos algumas coisas muito interessantes que podem ser melhoradas.
A cidade melhorou e muito nesse período em todos os aspectos. São Carlos é hoje uma das boas cidades do mundo para se viver. E isso nos deixa muito contentes. Porém, ela está ainda muito distante da São Carlos que queremos e da São Carlos que podemos ter.
São Carlos dispõe de recursos naturais, materiais, intelectuais, tecnológicos e humanos necessários e suficientes para alcançar esse novo patamar e ser um modelo de cidade, em qualidade de vida, para o resto do mundo.
Para isso basta que suas principais autoridades e lideranças (políticas, jurídicas, igrejas, imprensa, acadêmica, ongs e etc.) se unam em prol de um projeto maior, mais significativo, de benefício coletivo. Com mais mudanças de atitudes, de paradigmas, com mais espírito de “COOPERAÇÃO”. Aliais, cooperação é palavra mágica, a palavra chave na busca de um mundo bem melhor. Cooperação transforma algo trágico, sofrível, em algo bom, agradável, cheio de esperança. Como exemplo, podemos citar as enchentes de Santa Catarina.
Com isso, podemos melhorar a educação básica das nossas crianças da periferia, das nossas escolas públicas (vide resultado da avaliação Folha de São Paulo de 29.04.09).
Com mais ajuda e apadrinhamento de nossas Universidades e universitários, que estão no “topo” do conhecimento do mundo, que exportam capital intelectual e tecnológico para tantos lugares, poderemos facilitar a vida de muita gente nos arredores de nossos muros.
Outro problema crônico, eterno, que podemos erradicar em 3 tempos em nossa cidade, se usarmos essas atitudes ( cooperação, altruísmo, humanismo ) são as muitas moradias sem REBOCOS e sem PINTURAS espalhadas nos arredores de nossa cidade. Para quem olha à distância, de modo superficial, talvez não perceba nada além de um visual cinza, uma paisagem opaca. Mas se olharmos com o coração, com o sentimento, enxergaremos muito mais. Vamos ver um grande estrago feito na auto-estima de seus moradores e principalmente na auto-estima de suas crianças. Para comprovar isso é só dar um lápis e um papel para uma criança e pedir para ela desenhar alguma coisa. Invariavelmente ela vai desenhar a mãe, o pai ou a casa que mora. E qualquer ser humano sonha em morar em um lugar bonito, agradável.
Sonhando em transformar esse cenário e muitos sonhos em realidades, convidamos toda comunidade de São Carlos, suas principais autoridades e lideranças para esse grande desafio: Vamos fazer 1 + 1 = 3, 7, 11. . . . 1.000. . . . . . Vamos pintar o 7. Vamos pintar a Aracy, o Antenor, a Angelina, a Eudóxia. As grandes empresas, o comércio, os prestadores de serviços poderão participar doando o cimento e a cal. Professores e alunos voluntários poderão coordenar os eventos e outros trabalhos. Igrejas e imprensa poderão mobilizar outros voluntários. Ah? E a mão-de-obra? Essa é boa e farta e já está no local da obra.
Aí estaremos na São Carlos que queremos? Ainda não. Queremos mais, muito mais da Avenida São Carlos, da baixada do mercado, do nosso . . .
O desafio está lançado. O convite está feito. Estamos aguardando de coração e braços abertos. A nossa cota está à disposição, não como um sacrifício, mas como algo gratificante, como a grande oportunidade que recebemos.
Não precisamos fazer como as plantas que doam todos os seus frutos para os outros. Precisamos apenas acelerar um pouco mais o nosso rítimo temporariamente e produzir um pouco mais, evitar o nosso excesso de desperdício e destinar só um pouquinho do nosso tempo com causas mais nobres.
Por Eduardo Martins
Blog : eduardobrinquedos.blog.terra.com.br